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Tecon 2 de Suape deve ser leiloado em janeiro

Realizada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a audiência pública presencial sobre o arrendamento do pátio destinado à movimentação e armazenagem de veículos e do novo Terminal de Contêineres (Tecon 2) recebeu contribuições para que seja possível elaborar o edital de licitação. No encontro que aconteceu nessa quinta-feira (5) no Porto de Suape, propostas e contra-argumentos foram lançados para se chegar a um denominador comum sobre o estudo. Os arrendatários que ganharem a licitação do pátio e do Tecon 2 terão que investir cerca de R$ 1,2 bilhão em obras de instalação e em equipamentos.

Segundo o diretor geral da Antaq, Mário Povia, Suape merece ter um segundo terminal de contêineres. “O porto tem um potencial bom e novas cargas podem ser trazidas para o local. Muitas cargas de Pernambuco são escoadas pelos portos de Pecém, no Ceará, e de Salvador. Isso pode ser por questão de competitividade. Então, com outro terminal em Suape, novas linhas marítimas devem surgir”, disse Povia, ao acrescentar que as contribuições para o pátio de veículos foram no sentido de aprimorar os estudos do edital.

Segundo o presidente do Porto de Suape, Carlos Vilar, esse processo significa a retomada dos investimentos para o terminal portuário. “Agora o poder concedente começa a retomar a iniciativa de melhorias, que estavam paradas desde 2013 com a implantação da Lei dos Portos”, disse Vilar, ao informar que a previsão é que o leilão aconteça em janeiro do próximo ano.

Durante a audiência, um argumento contrário a instalação neste momento do Tecon 2 foi levantado por representantes do Tecon 1. De acordo com a advogada do Tecon 1, Fabiana Nunes, o terminal consegue atender a demanda suficiente. “Para a carga especulada para a movimentação, o atual operador consegue entregar a demanda. O espaço de hoje é suficiente”, defendeu Fabiana, ao acrescentar que a dificuldade para se obter um maior crescimento é a infraestrutura. “O que é preciso para crescer não é ter vários terminais, mas liberar investimento em obras de dragagem, melhorias para o escoamento e também equipamentos para que seja possível retirar as cargas dos navios com maior velocidade”, afirmou a advogada.

Por sua vez, Vilar defendeu que o processo de arrendamento será importante e continuará sendo seguido. “Explicamos que o mercado vai estudar a viabilidade. Se o mercado enxergar que não é viável um segundo terminal de contêineres, as empresas não vão participar da licitação”, concluiu.

 

Fonte: Folha de Pernambuco