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O que são os crowdfundings?

Marcelle Penha // advogada de Martorelli Advogados

O que são os crowdfundings?
Crowdfunding é a captação de recursos na internet por meio de plataformas especializadas. O modelo mais tradicional é aquele em que o público, em geral, doa pequenas quantias, recebendo, por vezes, recompensas simbólicas. O equity crowdfunding, modelo de captação de recursos que foi regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), é diferente: em troca das contribuições recebidas na internet, as sociedades empresárias – em geral, startups – oferecem, valores mobiliários.
 
O que muda com a regulamentação do instituto de crowdfunding?
A regulamentação da CVM trouxe maior segurança para o instituto, uma vez que impôs às plataformas de crowdfunding uma série de normas com o objetivo de conferir maior segurança para o investidor. Além disso, a norma não limita a utilização desse instituto para MEs e EPPs, como acontecia antes da regulamentação. Agora, quaisquer sociedades brasileiras com receita bruta anual de até R$ 10 milhões podem captar recursos via crowdfunding. Ainda, foi elevado o limite de captação por empresa, que passou para R$ 5 milhões. A nova regra também criou o sindicato de investimentos, que é considerado um dos grandes responsáveis pelo sucesso de algumas modalidades de crowdfunding nos Estados Unidos.

Que tipo de negócios são os mais beneficiados?
Analisando as rodadas de investimento concluídas em 2016 e 2017, na Broota e em outras plataformas, podemos visualizar repetidos empreendimentos do setor de educação e tecnologia (as chamadas Edtechs). Além disso, várias das investidas são Fintechs, startups que inovam no setor de serviços financeiros com base em tecnologia. Por fim, na retrospectiva 2016 do Broota, a plataforma verificou uma tendência: 29% das startups investidas buscam impacto social.

Já há procura de interessados?
Alguns clientes já nos procuraram para obter mais informações. A regulamentação das CVM, sem dúvidas, aumentou o interesse sobre o tema. O equity crowdfunding ainda está nascendo no Brasil e, por isso, estamos trabalhando para aplicar as experiências do exterior – de países como Reino Unido e Estados Unidos – às startups locais.

Fonte: Diario de Pernambuco