Servidores públicos federais reivindicam equiparação dos benefícios da carreira executiva com os valores pagos no Judiciário e Legislativo, alegando defasagem de até 78% no auxílio-alimentação. Atualmente, o Executivo oferece R$ 1.000, enquanto os outros Poderes chegam a R$ 1.780 — diferença que representa o centro da pauta na próxima reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), marcada para 12 de junho.
Além do auxílio-alimentação, a pauta inclui atualização dos valores de diárias de viagem, auxílio-saúde, auxílio-creche e regulamentação do direito de greve, conforme a Convenção 151 da OIT. Em 2024, o governo já promoveu correções: auxílio-alimentação subiu de R$ 658 para R$ 1.000 (+52%), auxílio-saúde de R$ 144 para R$ 215 (+49%) e auxílio-creche de R$ 321 para R$ 484,90 (+51%).
Entidades como Fonacate e Condsef argumentam que a equiparação é justa, diante da inflação e dos reajustes concedidos a outras carreiras. O presidente do Fonacate, Rudinei Marques, afirma que “precisaria de um reajuste de 80% para se equiparar ao Judiciário e ao Legislativo”.
O governo, por sua vez, resiste a tratar benefícios separadamente, apontando dificuldades orçamentárias. Ainda assim, os servidores esperam encaminhamento via projeto de lei para correção gradual dos valores, reconhecendo sua importância na valorização das carreiras e qualidade de vida da categoria.