Matheus Soares comenta sobre armazenamento de energia e disputa sobre modelo tarifário pode atrasar setor

A regulamentação dos Sistemas de Armazenamento de Energia Elétrica (SAEs) no Brasil sofreu um revés: a decisão da ANEEL foi adiada após pedido de vista do diretor Fernando Mosna, gerando incerteza no setor. O modelo técnico proposto prevê uma dupla cobrança, tarifas tanto na entrada quanto na saída de energia, o que preocupa investidores ao elevar os custos operacionais. Países mais avançados no tema, como EUA, Reino Unido, Alemanha e Austrália, privilegiam modelos com tarifas reduzidas ou única cobrança, além de incentivos tarifários e fiscais.

Matheus Soares, sócio do time de Energia, destaca que o adiamento da deliberação cria insegurança jurídica e pode afastar investidores interessados em projetos e leilões de armazenamento. Ele ressalta que, até o momento, há um consenso emergente sobre o enquadramento dos SAEs como Produtores Independentes de Energia (PIE). No entanto, o ponto crítico permanece sendo a bitarifação, que, segundo ele, deveria ser substituída por um regime tarifário diferenciado, capaz de reconhecer e valorizar os benefícios sistêmicos do armazenamento de energia.

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