{"id":1534,"date":"2025-07-25T13:32:56","date_gmt":"2025-07-25T13:32:56","guid":{"rendered":"https:\/\/martorelli.com.br\/dialogoslegais\/?p=1534"},"modified":"2025-07-25T13:32:57","modified_gmt":"2025-07-25T13:32:57","slug":"dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/martorelli.com.br\/dialogoslegais\/dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha\/","title":{"rendered":"Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha"},"content":{"rendered":"\n<p>Sabe-se que a gram\u00e1tica social est\u00e1 estruturalmente inserida em uma l\u00f3gica sustentada por hierarquias \u00e9tnico-raciais. Desse modo, ao se adotar uma perspectiva interseccional sobre os atravessamentos econ\u00f4micos, sociais e, inclusive, psicodemogr\u00e1ficos, observa-se a imprescindibilidade do debate entre ra\u00e7a e g\u00eanero para que se vislumbrem caminhos de supera\u00e7\u00e3o dessas tecnologias de poder.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados extra\u00eddos do <em>Atlas da Viol\u00eancia<\/em> (2025), no Brasil, &#8216;em 2023, foram registradas 2.662 mulheres negras v\u00edtimas de homic\u00eddio, o que representa 68,2% do total de homic\u00eddios femininos&#8217;. Ou seja, quase 70% dos feminic\u00eddios tiveram como v\u00edtimas mulheres negras, o que evidencia a necessidade de formula\u00e7\u00e3o de medidas macroestruturais que considerem as especificidades desse grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante das implica\u00e7\u00f5es materiais e simb\u00f3licas do racismo e do machismo, evidencia-se a necessidade de uma pol\u00edtica de Estado voltada \u00e0 concre\u00e7\u00e3o de medidas que contemplem suas particularidades, em contraposi\u00e7\u00e3o aos comportamentos que tendem a homogeneizar segmentos sociais historicamente vulnerabilizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto importante \u00e9 que, ao se refletir sobre a constru\u00e7\u00e3o da identidade cultural e pol\u00edtica, especialmente nos pa\u00edses que integram a Am\u00e9rica Latina e o Caribe, \u00e9 ineg\u00e1vel a contribui\u00e7\u00e3o das mulheres negras, latino-americanas e caribenhas. Contudo, ao se analisarem as narrativas hegem\u00f4nicas, observa-se um contexto marcado pela tentativa de invisibiliza\u00e7\u00e3o dessas vozes, em um processo cont\u00ednuo de apagamento hist\u00f3rico que refor\u00e7a estruturas coloniais e patriarcais.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa maneira, imp\u00f5e-se a necessidade de um pacto social que enfrente os imperativos raciais e sexistas, visando \u00e0 concre\u00e7\u00e3o de uma sociedade pautada na igualdade material. Assim, partindo-se de um compromisso institucional, entende-se que, inclusive na atua\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, \u00e9 necess\u00e1rio dar enfoque e fazer ecoar perspectivas que considerem a correla\u00e7\u00e3o entre racismo e machismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha representa uma data relevante para a (re)afirma\u00e7\u00e3o do compromisso \u00e9tico, pol\u00edtico, social e institucional diante das demandas que envolvem tal segmento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabe-se que a gram\u00e1tica social est\u00e1 estruturalmente inserida em uma l\u00f3gica sustentada por hierarquias \u00e9tnico-raciais. Desse modo, ao se adotar uma perspectiva interseccional sobre os atravessamentos econ\u00f4micos, sociais e, inclusive, psicodemogr\u00e1ficos, observa-se a imprescindibilidade do debate entre ra\u00e7a e g\u00eanero para que se vislumbrem caminhos de supera\u00e7\u00e3o dessas tecnologias de poder. 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