Se a discussão sobre a escala 6×1 continuar avançando, uma tendência provável será o crescimento de estruturas de jornada mais fragmentadas, flexíveis e adaptadas à dinâmica específica de cada operação.
Isso deve ampliar o espaço de modelos como contrato intermitente, tempo parcial, revezamentos e escalas diferenciadas, especialmente em setores que dependem de cobertura contínua, sazonalidade, horários de pico ou grande variação de fluxo.
O problema é que essas estruturas não produzem os mesmos efeitos sobre custo, produtividade, controle de jornada, previsibilidade operacional e risco trabalhista.
Em muitos casos, a escolha equivocada pode gerar exatamente o efeito contrário ao pretendido: perda de eficiência, aumento de horas extras, desorganização operacional e crescimento de passivo.
Por Geraldo Fonseca, sócio de Martorelli Advogados